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30/08/2015

Dive.

Ao longo da vida, vemo-nos confrontados com praticamente todo o tipo de situações. Cometemos erros, aprendemos ou não, cometemos outra vez os mesmos ou novos. A vida é feita disso, de erros, de processos que vêm e passam, porque tudo o que vier vai ter de acontecer, vamos ser confrontados com as situações e com as circunstâncias, e simplesmente vamos ter de lidar com elas de uma forma ou outra, quer saibamos como fazê-lo ou não. Não podemos fugir, não temos como fugir. É como ver uma tempestade aproximar-se, não termos onde nos abrigarmos e termos que ficar a céu aberto, levar com toda a tempestade, até que ela passe e volte o sol.

É a mesma coisa com os erros. Somos seres falhos, e portanto, alguns são inevitáveis. Outros não, mas faz parte não saber atempadamente que os podíamos ter evitado; faz parte da aprendizagem. E ainda existem outros que nós sabemos perfeitamente que podemos evitar, estamos plenamente cientes das consequências, mas mesmo assim os cometemos. No início, podemos até achar que já temos uma certa imunidade e não nos afetará da mesma maneira, mas logo percebemos que não é assim. Mas apesar disso tudo, atiramo-nos porque, apesar de podermos evitar fazê-los, não conseguimos evitar querê-los. E assim mergulhamos.
Tudo o que fazemos na vida tem repercussões à nossa volta, como uma pedrinha atirada às águas calmas de um lago. E com os erros não é diferente. Especialmente este tipo de erros. Sabemos que provavelmente vamos magoar alguém mais um pouco a cada vez que o fazemos. Sabemos que vamos afundar o espeto um pouco mais. Sabemos que estamos a tocar no passado sem poder voltar a ele nem recuperar os seus cacos para construir a partir deles o presente e um futuro. Porque há coisas que são irrecuperáveis. E, por isso, devíamos deixar ir. Ajudar a deixar ir. Por ser melhor para eles, e por ser melhor para nós. Nós temos a possibilidade de escolher. A possibilidade de quebrar este ciclo. Nós temos a possibilidade de evitar o mergulho.

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