7 de janeiro. 7, considerado por
muitos o número da sorte. Engraçado que no meu caso mais parece ser o número
das grandes tragédias da minha vida. Há um mês, eu tomei resoluções; há um ano,
eu destruí duas vidas que se completavam esperando ansiosamente a hora de se
tornarem uma. Destruí não um, mas dois corações: pois o meu basicamente foi
quebrado de forma irreversível. Quando pensamos neste tipo de erros, pensamos
que o único coração quebrado é o do outro, mas não. E provavelmente só passando
por isto é que percebemos que o nosso próprio coração sofre danos que sempre se
irão fazer sentir. A vida segue, pensamos que fica apenas a cicatriz… mas a dor
não passa. Ela está sempre presente, bem como estará a cicatriz, e as memórias.