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30/11/2010

Regresso ao passado

"Depois de tudo, de tudo o que pensei, de tudo o que conclui, de tudo o que me tentei convencer, estou no ponto de partida. Pensei que já tinha ultrapassado esta história, que ela já tinha acabado, mas bastou ver-te para ter a sensação de que não valia a pena, porque afinal tinha-te amado e talvez ainda te amava. Não sei o que pensar, não sei o que sinto, não sei se me deixo levar ou se finjo que não se passa nada, que está tudo bem e que o meu coração está fechado para ti. Não sei se mesmo que decida tentar se irá valer a pena, se me darás essa oportunidade que sinto que não mereço ou se te magoei demais.
A pior parte de ter acabado com tudo não foram os motivos que me levaram a fazê-lo, mas foi a consciência de que te tinha magoado. Eu duvidei de ti, eu duvidei, e ainda duvido de mim, mas dói-me tanto saber que ficaste triste, que te roubei uma luzinha, um pedacinho de felicidade que talvez te ajudasse a viver com um sorriso mais radiante.O tempo quando eu achava que te amava passava mais depressa, na urgência de nos vermos outra vez. Mas depois do meu acto, que embora tenha sido cruel não foi egoísta, o tempo ía-se arrastando. Já não sinto uma real necessidade de te beijar, mas quero sentir o doce prazer de sentir que estás ao meu lado e que juntos somos um.Sinto rancor de mim mesma por tua causa. Já o disse muitas vezes, não acho que tenha sido um erro acabar com isto, foi uma maneira de aprender. Descobri que ainda tenho ciúmes de ti, que a tua dor me dói, me aperta o coração, descobri que a minha frieza e determinação me horrorizavam a mim mesma. Tive a certeza de que tudo não passava de uma ilusão, mas essa certeza foi-se. Tenho de viver, tenho e sentir para ter certezas, e tudo o que eu faço é pensar, analisar racionalmente tudo o que eu faço, as minhas opiniões e sentimentos.

Agora, não te quero prender, não quero prender nenhum de nós, mas quero estar nos teus braços outra vez, sentir-te pertinho de mim, quero sentir os teus lábios outra vez, sentir que somos feitos um para o outro, teoria que se torna cada vez mais convincente de cada vez que estou perto de ti e que sinto que nos encaixamos com duas peças de um mesmo puzzle.Mas tenho medo que esta doce emoção desapareça quando te fores embora e a distância nos separar por demasiado tempo."

Burrices

Foi tudo burrice minha, desde o princípio até ao fim. Foi tudo por minha culpa.
Fui burra porque aproveitei as oportunidades que devia ignorar e ignorei as oportunidades que devia aproveitar. Fui burra porque não soube avaliar os meus sentimentos, e ainda não consigo discernir se já o sei fazer.Fui burra por ter esperado tanto tempo depois de me ter apercebido dos primeiros indícios de que isto poderia estar a acontecer, ainda ponderei sobre se o meu erro seria ou não um erro e se o deveria corrigir.Fui burra porque depois de ter decidido que iria corrigir o que estava mal, demorei demasiado tempo a fazê-lo, por medo de estar a cometer um erro. Uma covardice.Fui burra porque não consegui fazer aquilo que sabia dever fazer, por ser tímida. Uma das partes já tinha sido iniciada, era a minha vez de arriscar. Mas eu não arrisquei, mesmo tendo a quase certeza absoluta de que iria sair feliz desse risco.Fui burra porque limitei-m a sonhar, e, por medo de o sonho se transformar em pesadelo, não o transpus para a realidade.
Fui burra, e ainda sou, porque não sei explicar o que se está a passar comigo. Nunca me aconteceu nada igual.Fui burra porque preferi a limitar-me a recordações e a sonhos, a tentar fazer com que isso fosse o presente.Fui burra porque não vivi ao máximo os momentos que que me foram oferecidos.Fui burra por achar que ainda teria outra chance, e depois outra, e depois outra.
Mas será que sou burra por ainda ter esperança?

Maldição

Eu tenho plena noção do que sou.Sei que sou uma sonhadora e, embora isto também tenha os seus defeitos, não quero deixar de o ser.Não sou muito supersticiosa, aliás, acho imensa piada às sexta-feiras 13. Mas quando a lógica me leva a estas áreas do "imposaível", não posso dizer que não existem.
Ultimamente ando com a sensação de que, quando desabafo sobre alguma coisa, mesmo que seja uma característica minha que tenha tido desde sempre, parece que ela se transforma no oposto. Depois de várias destas situações acontecerem, não dá para acreditar em dezenas de coincidências. Devo dizer que é bastante frustrante quando algo esá a correr bem, comenta-se isso com a nossa melhor amiga e, de repente, começa tudo a piorar, a correr mal. É nestas alturas que eu penso que mais vale ficar calada.
Chamem-me paranóica, mas pode ser uma maldição. :P
Todos conhecem aquela frase: "Eu não acredito em bruxas, mas que as há, há.". Esta frase existe por algum motivo. Toda a gente conhece as bençãos e as maldições dos contos de fadas, mas há coisas tão estranhas na vida real, que quase dá para acreditar em tudo, incluindo no "impossível".
Lá vou eu ter de quebrar a minha maldição. Será que para isso tenho de encontrar o meu príncipe? :P

P.S.: Por falar em príncipe, para aquelas pessoas que acham que estão condenadas à solidão, há semore um príncipe ou uma princesa à vossa procura.

Amor Platónico

"Há já muito tempo que sofro assim, mas não consigo deixar esta droga. De cada vez que o vejo o meu peito parece inchar como se tivesse um balão lá dentro. Sinto o coração mais cheio, mas desvio logo o olhar e finjo não me aperceber que ele existe quando ele olha para mim. Amor proibido, se ele soubesse o quão feliz e infeliz me sinto! Agradeço cada vez que estou perto dele, mas a tristeza inunda-me a cada batida do meu coração apaixonado. Mal nos conhecemos, mas já o amo! E, no entanto, duvido que vá algum dia ter um «olá» dele. Mais do que amor proibido ele deve ser um amor platónico. Mas é um amor puro e verdadeiro.
Dói. Dói amá-lo e não o poder amar, quere-lo e saber que nunca o irei ter, sonhar com e ele e desejar que os sonhos fossem a realidade.Dói. Dói muito procurá-lo e ter consciência de que não me serve de nada vê-lo, que nada mudou. Estou presa e não me consigo libertar.Quero e não quero esquecê-lo.
De qualquer das formas, acho que não consigo. Quão mais terei de sofrer para encontrar a minha alma gémea ou ela me encontrar? Pergunto-me se não será ele. Talvez seja isso que me prende a ele: esperança.Mas a esperança será desespero, se continuar assim. Deus, se existes, dá-me um sinal. Ou será que já mo deste e não percebi? É tão grande a angústia da dúvida!Deus, ajuda-me. Agiste uma vez segundo a minha vontade, mas talvez não estivesse certa. Preciso de voltar para o caminho certo.Mas, enquanto espero, passo os dias e as noites a sonhar, procuro-o só pelo prazer de ver os seus cabelos loiros e o seu sorriso perfeito.
Enquanto espero, amo-o. E talvez nunca vá deixar de o amar."

Suspiros

Suspiro.
Suspiro de cansaço, suspiro de frustração, suspiro de tristeza, suspiro de paixão, e suspiro de saudade.Suspiro, simplesmente.
Suspiro porque sinto-me impotente para ajudar quem precisa, no entanto essa pessoa é que não quer ser ajudada. Suspiro porque o passado ainda me atormenta, mas vivo no presente e tenho é de vivê-lo e olhar para o futuro com um sorriso nos lábios. Suspiro porque estou cansada de lutar em vão, mas não tenho outra opção se quero atingir os meus objectivos. Suspiro porque anseio por momentos de calma, sem stress, sem precisar de andar com pressa, mas o mundo não se pode adaptar a mim, eu tenho de me adaptar a ele. Suspiro porque acontecem coisas que me abalam profundamente e que eu podia evitar que me afectassem tanto. Suspiro porque só posso ver, tocar, abraçar e beijar a pessoa que eu mais quero ao meu lado através de recordações. Suspiro porque os meus mais secretos sonhos afiguram-se cada vez mais difíceis de se tornarem realidade.
Suspiro.
Mas sei que não suspiro em vão, pois cada pausa que eu faço para suspirar dá-me coragem para olhar em frente e continuar a viver. Os remorsos permanecem, as reflexões também, mas o tempo passa e com o tempo, há sempre remendinhos que são feitos. A vida é isso, uma manta de remendos.E, apesar de cada momento de desespero, eu sei que, um dia, ao olhar para trás, me hei-de rir, daquilo pelo qual já fiquei embaraçada, e daquilo que já antes me fizera rir. Hei-de reflectir, ao pensar no que os momentos alegres e tristes me levaram e ao pensar nas escolhas que eu fiz e nas suas consequências. Hei-de pensar nos "ses": E se não tivesse feito isto e tivesse antes feito aquilo? Poderia ter-me tornado uma melhor ou pior pessoa. Pois a personalidade é composta pelas nossa experiências e por aquilo que aprendemos com elas.
E, ao pensar em tudo isto, e até a escrever, eu suspiro, porque suspirar ajuda a libertar os sentimentos, mas de uma forma mais discreta, subtil e silenciosa do que o riso ou o choro.
Suspiro, e gosto de suspirar.

Sonhos

Desde há algum tempo que tenho vindo a sentir, para além da necessidade de ler, a necessidade de escrever. É algo mais forte do que eu, até porque a minha imaginação está constantemente a ser assaltada por novos cenários para novas personagens.No entanto, sinto cada vez mais que não tenho jeito para isto. Costumava acreditar que conseguimos fazer aquilo que gostamos, mas parece que eu sou a excepção. Mas como não sou pessoa de deisitir daquilo que gosto, acho que vou continuar a dar asas à minha escrita, mesmo que ela não seja assim tão boa. Rebentarei se não passar o que tenho cá dentro para papel. Acho que só darei real crédito a estas dúvidas se alguém mais entendido do que eu mas disser. Até lá, posso continuar a escrever sobre o que me apetecer, construir mundos completamente impossíveis de existir na realidade, que ninguém me poderá condenar. Não gosto de ser influenciada pelas pessoas erradas. Acho que pura e simplesmente não vale a pena passar cartão aos nossos inimigos, a não ser que nos respeitem. Os nossos inimigos podem odiar-nos com todas as suas forças, podem até viver para isso, mas devem respeitar-nos, e nós a eles, claro.

A minha estreia

Sempre que a única companhia que eu tenho sou eu mesma, os meus pensamentos perdem-se em divagações sobre aquilo que é parte de mim e que eu nunca ou muito raramente revelo: uma parte de mim que gostava que existisse magia, fadas, elfos e coisas assim. A minha consciência diz-me que eu deveria ser mais racional e limitar-me à realidade, mas a minha alma continua a mergulhar em livros sobre estes temas e estas aventuras.Até que acabei por sentir o desejo de criar o meu próprio mundo, onde eu posso imaginar aquilo que eu quero e ter as tramas e os enredos que bem me apetecer. Foi assim que senti a necessidade de para além de ler, também escrever. Mas eu não queria fazer isto na sombra, às escondidas, por isso, decidi aliar-me à internet, onde nós podemos ser o que somos com uma liberdade que, à partida, não nos podem tirar. E foi assim que vim aqui parar, para divulgar os meus interesses e mostrar um pouco de mim.

Naruto

Esta postagem talvez possa surpreender, mas eu também acho piada a esta série.
Naruto é uma série de mangá (que depois também se tornou anime) criada por Masashi Kishimoto. Era publicada na revista semanal Shonen Jump.

Naruto é um é um rapaz que habita na Vila da Oculta Folha. Embora não tenha mau coração, as pessoas não gostam dele, pois dentro dele está selado um monstro que anos antes aterrorizara a aldeia e portanto familiares de ninjas mortos por esse monstro culpam Naruto. Por outro lado, Naruto é um rapaz que anda sempre a fazer asneiras e a pregar partidas, que, no fundo, não passam de uma tentativa de se sentir integrado. Resumidamente, é incompreendido.Naruto, a princípio, forma equipa com Sakura, uma rapariga inteligente de quem Naruto gosta, e Sasuke, um rapaz brilhante que é o objecto dos suspiros de Sakura. Juntos irão viver alguma aventuras e crescer com elas.

Aconselho a lerem a mangá e/ou a verem a anime porque, ao contrário do que muitos pensam, não é por ser um desenho animado que é para crianças. Esta série tem comédia, pondo-nos facilmenete bem-dispostos, e pode mesmo ensinar-nos coisas, pequenas "lições de vida". Além de tudo, também acho que em momentos também há emoção.Em vez de nos prendermos a estigmas, aconselho a pensar «"e porque não" conhecer esta série?»

Evanescence

Alguém, com certeza, já deve ter visto o filme "Demolidor". Sabem, aquele super-herói cego que consegue orientar-se de uma maneira de alguma forma semelhante à dos morcegos.Quem viu esse filme, deve lembrar-se da música "Wake me up inside" dos Evanescence. Uma canção muito bonita, devo dizer.É sobre este grupo musical que vou falar hoje.

Déjà Vu

Já viram alguém na rua e tiveram a sensação de que já tinham visto essa pessoa ou de que a conhecem? Ou já vos aconteceu estar a falar com alguém ou estar a fazer alguma coisa e ter a sensação de já ter tido essa conversa ou de já ter feito essa coisa?Esta sensação coresponde a um fenómeno que me fascina completamente: o déjà vu.

Damien Rice

Há algumas semanas estava no meu quarto muito descontraída e a minha irmã pôs a tocar uma canção que eu simplesmente adorei. Nunca a tinha ouvido, mas mais tarde descobri que já a tinha no computador. Era uma canção melancólica, mas achei que ela tinha tanto sentimento... simplesmente apaixonei-me pela canção. Chama-se "The Blower's Daughter", e quem a canta é Damien Rice. Nunca tinha ouvido falar dele, mas decidi pesquisar e achei-o uma personagem tão única, que é dele que vou falar hoje.

Mais uma variedade de corrupção

Os meus interesses não são apenas literatura e cinema. Portanto, hoje vou comentar uma situação do dia a dia, uma situação que me revolta muito, como estudante que sou.
Todos nós ouvimos, se não todos, quase todos os dias notícias sobre a corrupção. Corrupção na Justiça, corrupção no futebol, corrupção no governo. Pergunto-me se já se tinham apercebido que há corrupção na escola.Eu estou no Ensino Secundário. Ainda sou daqueles que puderam escolher e que estão no Secundário

Introduction

Oi!

Há muito, muito tempo que não aparecia num blog meu. E, estupidamente, apareci pela primeira vez em tanto tempo precisamente para criar outro. Mas isto tem fundamento: basicamente quero acabar com os que já tinha e focar-me somente neste. E prometo, vou estar mais presente.

Assim, os meus primeiros posts são os dos outros blogs. Peço desculpa às pessoas que considerem isso apenas floods, mas:

1-o blog é meu e eu faço o que me apetecer;
2-sou apegada àquilo que escrevo. E, tendo em conta que comecei a publicar as minhas coisas em blogs e na internet precisamente para não as perder... faz todo o sentido, não?

Bem, não me vou alongar mais.
Vou dando novidades.
See ya!