É difícil. É difícil deixar-te ir. Quero, mas não quero. Há parte de mim que me diz que não te posso perder. Algo já quebrou, e não pode ser reparado, mas se desapareceres da minha vida de todo, ainda mais vai quebrar dentro de mim... e eu sei que mudarei, que me vou tornar em alguém que não sei quem é, e que me irei olhar ao espelho e não me conseguirei reconhecer. Tu sabes, sabes tão bem que algo já mudou em mim, sem eu dar conta, sem eu poder evitar. E que por enquanto ainda me reconheço no meu reflexo, mas que começo a vislumbrar o olhar, a expressão de alguém que já fui eu, mas que se transformou em alguém que eu no passado não pensei que poderia vir a ser.
Essas correntes da mudança arrastam-me, e só tu me podes manter presa, só tu me podes manter sã, só tu me podes manter lúcida. Uma luz de um farol no meio destas marés revoltas. Por favor não me deixes ir, não largues a minha mão. Se me largares, nunca mais poderemos voltar atrás, nunca mais poderei tentar ir mais além, neste meu devaneio que quero tanto partilhar contigo... que estava tão ansiosa por vivê-lo contigo.
Há coisas que só se podem partilhar com alguém como tu, há gestos, há olhares que sei que só poderei trocar contigo. E, pelo menos por enquanto, não quero abdicar disto, destas pequenas grandes coisas exclusivas de ti, exclusivas de uma história como a nossa.
Porque é que ora sou algo bom da tua vida, ora sou algo horrível, repugnante, que não consegues manter perto de ti e que facilmente enxotas para fora da tua vida, como se de uma mosca irritante eu me tratasse?
Sabes que não vou desistir de ti, que não quero desistir de ti por isso, porque foges? Porque me deixas tão perto do abismo, tão na beira do precipício? Vais-me deixar cair? É assim tão fácil para ti tentar seguir em frente sem nunca olhar para trás? Para mim não é, e talvez por isso seja eu a mais fraca. Não me importo de ser fraca, desde que estejas lá para me dar força quando não me conseguir levantar sozinha. Eu quero estar lá para ti, deixa-me percorrer este caminho ao teu lado, pronta para te amparar.
Porque é que ora sou algo bom da tua vida, ora sou algo horrível, repugnante, que não consegues manter perto de ti e que facilmente enxotas para fora da tua vida, como se de uma mosca irritante eu me tratasse?
Sabes que não vou desistir de ti, que não quero desistir de ti por isso, porque foges? Porque me deixas tão perto do abismo, tão na beira do precipício? Vais-me deixar cair? É assim tão fácil para ti tentar seguir em frente sem nunca olhar para trás? Para mim não é, e talvez por isso seja eu a mais fraca. Não me importo de ser fraca, desde que estejas lá para me dar força quando não me conseguir levantar sozinha. Eu quero estar lá para ti, deixa-me percorrer este caminho ao teu lado, pronta para te amparar.
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