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12/05/2012

Um furacão.

Às vezes somos surpreendidos por tempestades da vida daquela que julgávamos nunca virem a acontecer. Quando damos por nós, está a acontecer um furacão no Círculo Polar Ártico. E este furacão parece que está a tentar fazer pior à minha vida do que o Katrina a Nova Orleães.

Nunca pensei que o chão fosse sair de debaixo dos meus pés desta maneira, tão subitamente, tão subtilmente. Quando dei por mim a subtileza já se havia ido há muito e toda esta confusão parecia que tinha agregado a si um conjunto de fogos de artifício bem vistoso. 


Bastava um pouco de esforço, no início. Na verdade o esforço seria quase nulo. Mas o tempo passou e, embora todos esperassem uma reação da parte dos outros, ninguém queria reagir, ninguém queria dar o primeiro passo, ninguém queria inspirar fundo e dizer "ok, vamos resolver isto". E o tempo passou, e estas lâminas da discórdia foram ficando mais e mais cravadas em cada um dos nossos seres. E agora é difícil saírem, e eu não consigo tirá-las. 

Isto não precisava de ter chegado a este ponto, ao ponto em que há considerações de ações "estúpidas" por parte de alguém, em que a convivência é difícil e pesada, em que se tem medo de falar, de desabafar, de confiar. No final, parece que nem isto foi mais do que um jogo, e eu como não soube ser jogadora, fui quase um mero peão. E quando decidi jogar, o jogo já estava perdido.

Estas feridas não irão desaparecer, pois as cicatrizes, não vale a pena negá-lo, foram grandes para todos e difíceis de ignorar. A memória deste episódio da nossa história em conjunto, caso tudo se resolva, irá estar sempre presente, em cada palavra, em cada gesto, em cada momento passado em conjunto.

A união nunca mais será a mesma, nem terá o mesmo significado. A consciência disso esta presente em todos, a dor de saber que isso é uma sequela irreversível nos nossos corações é esmagadora para todos. Vejo isso em cada olhar que cruzo.

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