Eu, a Raquel e a Mélanie fomos ao bar no intervalo. Eu e a Raquel, tínhamos pensado ir depois falar com o engenheiro informático, para ele nos instalar o SPSS nos nossos portáteis. Quando saímos do bar a Mélanie foi à casa de banho. Foi enquanto eu e a Raquel esperávamos por ela que a nossa fatídica tarde se revelou.
A Raquel recebeu um telefomena. Pela reacção dela, percebi que havia acontecido algo que a surpreendera, algo que não era bom. Quando ela desligou, ela disse-me que a Di tinha tido um acidente. Chamámos a Mélanie, impacientes, e fomos chamar as outras à sala. Nenhuma de nós hesitou em vir embora da escola e esperar a ambulância que traria a Diana.
Basicamente, o que aconteceu foi que a Diana tinha-se despistado na auto-estrada, batendo contra um separador central, daqueles de cimento. Pelo que me foi contado mais tarde a frente do carro ficou desfeita. Tremia enquanto arrumava rapidamente as minhas coisas para ir para as urgências, e lá tinha a plena noção de que, apesar de as minhas mãos não tremerem, as pernas sim. A cada ambulância que chegava nós esticávamos os pescoços, tentando perceber de onde era a ambulância, se podia ser a nossa Di... o aperto no peito era comum a todas.
Quando finalmente ela chegou, vinha deitada numa maca, imobilizada, com colar cervical, a soluçar. A alegre Di, sempre com piadas, ali, tão frágil, tão menina que nós sabemos que é mas quem nem toda a gente nota. Nunca a tinha visto tão assustada, a chorar. Eu própria tive vontade de chorar.
A tarde foi fatigante, feita de longas esperas por ela, por notícias. A mãe dela ia falando connosco, dizendo que já tinha feito triagem, que estava à espera de ir fazer o raio-x, que já ia fazê-lo... uma chance! Fomos as 6 para a imagiologia vê-la, de onde mais tarde fomos expulsas por uma funcionária ranhosa. (Só para as coisas, coincidiu com a volta da Diana às urgências. 098)
Acabámos por não a ver mais hoje. Eram oito da noite a mãe dela disse que era melhor irmos para casa, que já não estávamos ali a fazer nada, e assim fizemos. Recebemos mais tarde mensagens, soubemos que a Di já saiu do hospital.
Quem diria que uma aborrecida tarde constituída por seis horas de investigação iria acabar por ser uma tarde de aflição e tempos de espera no hospital.
Di, não me faças outra destas.
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