E soube desde o primeiro dia, desde a primeira conversa, que irias ser alguém marcante na minha vida. Que me iria esforçar por não seres mais um daqueles contactos que temos mas com quem deixamos de falar ao fim de umas semanas e que, quando damos por isso, é só mais um contacto no meio de muitos, mais uma pessoa no meio das tantas com as quais já não falamos há meses, há anos.
E consegui. Connosco não foi assim. De facto, mantivemos uma amizade aguentou durante este tempo todo. Quando dei por mim, eras o meu pólo, um alicerce, alguém que eu queria que fosse meu confidente, minha alma gémea. O meu oposto, tu és o meu complemento... e ao mesmo tempo temos coisas em comum que me reconfortam. Sim, eu gostaria de passear à chuva contigo.
De um sonho distante comum ao de outros, tu passaste a destacar-te como o meu primeiro e mais importante objectivo. E agora não consigo tirar-te da cabeça, só consigo pensar em falar contigo, em estar contigo, ver-te. Se estou muito tempo sem saber de ti sem conversar contigo, sinto desequilibrada, como uma mesa a quem falta uma ou duas pernas.
És o bálsamo da minha mente. E não sei se represento o mesmo para ti, mas não me importo, porque isto é algo que não vai desaparecer tão cedo. Irei continuar a pensar em ti, a pensar em tudo o que quer fazer contigo, as gargalhadas que quero dar, os momentos que quero partilhar. E a minha esperança é que te queiras realmente rir comigo, e que me deixes tentar dar-te boas recordações. Tu, que és o mistério que eu mais quero decifrar, e aquele em que mais confio.
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