"Há já muito tempo que sofro assim, mas não consigo deixar esta droga. De cada vez que o vejo o meu peito parece inchar como se tivesse um balão lá dentro. Sinto o coração mais cheio, mas desvio logo o olhar e finjo não me aperceber que ele existe quando ele olha para mim. Amor proibido, se ele soubesse o quão feliz e infeliz me sinto! Agradeço cada vez que estou perto dele, mas a tristeza inunda-me a cada batida do meu coração apaixonado. Mal nos conhecemos, mas já o amo! E, no entanto, duvido que vá algum dia ter um «olá» dele. Mais do que amor proibido ele deve ser um amor platónico. Mas é um amor puro e verdadeiro.
Dói. Dói amá-lo e não o poder amar, quere-lo e saber que nunca o irei ter, sonhar com e ele e desejar que os sonhos fossem a realidade.Dói. Dói muito procurá-lo e ter consciência de que não me serve de nada vê-lo, que nada mudou. Estou presa e não me consigo libertar.Quero e não quero esquecê-lo.
De qualquer das formas, acho que não consigo. Quão mais terei de sofrer para encontrar a minha alma gémea ou ela me encontrar? Pergunto-me se não será ele. Talvez seja isso que me prende a ele: esperança.Mas a esperança será desespero, se continuar assim. Deus, se existes, dá-me um sinal. Ou será que já mo deste e não percebi? É tão grande a angústia da dúvida!Deus, ajuda-me. Agiste uma vez segundo a minha vontade, mas talvez não estivesse certa. Preciso de voltar para o caminho certo.Mas, enquanto espero, passo os dias e as noites a sonhar, procuro-o só pelo prazer de ver os seus cabelos loiros e o seu sorriso perfeito.
Enquanto espero, amo-o. E talvez nunca vá deixar de o amar."
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